Conhecendo a Universidade Federal do Paraná

Conhecer universidades federais pelo Brasil acabou se tornando uma paixão.

Quando estudei na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), tive a oportunidade de visitar alguns campi de outras federais e, desde então, passei a enxergá-las de um jeito diferente. As universidades federais carregam uma parte importante da história da educação brasileira e, quase sempre, possuem aquele edifício icônico que representa a identidade do seu estado e encanta pela arquitetura.

A UFPR sempre esteve entre as universidades que eu mais sonhava conhecer. E, neste ano, esse desejo finalmente se tornou realidade. ✨ Posso dizer, sem exagero, que ela ocupa um lugar especial no meu coração. Sou apaixonada pela arquitetura neoclássica, e o prédio histórico da universidade é simplesmente deslumbrante. É um daqueles lugares que nos fazem parar por alguns minutos apenas para admirar.

Mas esse encanto vai muito além da arquitetura.

Estudar em uma universidade pública é um privilégio enorme no Brasil. Estimativas indicam que menos de 2% da população consegue ingressar em uma universidade pública. Desses, apenas uma parte conclui a graduação, o que representa menos de 1% da população a cada ano.

Quando olhamos para a pós-graduação, esse número se torna ainda mais restrito, chegando a uma parcela ínfima da população.

E por que isso importa?

Porque estudar no Brasil ainda é um enorme desafio. E, ao mesmo tempo, é uma das maiores ferramentas de transformação que um país pode oferecer.

A maior contradição do Brasil talvez seja justamente essa: o indicador que mais nos afasta das nações desenvolvidas é a educação. Ela impacta diretamente nosso desenvolvimento humano, limita oportunidades e ajuda a perpetuar desigualdades que atravessam gerações.

Educação é tudo. Países podem ser pobres em recursos naturais e, ainda assim, tornarem-se ricos por investirem em conhecimento. É por isso que eu amo universidades. Elas representam muito mais do que salas de aula. Representam ciência, cultura, patrimônio, memória e a esperança de um futuro melhor. São o horizonte que devemos buscar alcançar. A utopia que nos guia em direção a dias mais bonitos, mesmo sabendo que ainda existe um longo caminho pela frente.

Retrato de quem escreve

Quem escreve

Jess. 35 anos. Vivo em Curitiba, Brasil. Trabalho com tecnologia, amo escrever sobre coisas de casa e decoração no (aptox.com.br) e no meu tempo livre, gosto de explorar o mundo. Aqui compartilho os lugares que amei e que me inspiram.

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