Uma peregrinação a cidade santa

Quando soube que iria a Roma, decidi que o Vaticano seria a minha parada obrigatória. Sempre tive um certo fascínio pelo catolicismo e inspirada pela minha Avó, muito devota, fiz o compromisso de ir até a terra santa para honrar toda a devoção que ela sempre teve a Igreja e a tradição católica. Por isso esse momento da viagem foi tão especial, porque se tornou uma peregrinação da minha jornada pessoal e de todas as minhas boas memórias com ela.

Sinto que minha Avó esteve comigo em todo momento. Ao olhar ao redor, pude ver tudo que ela havia sempre me ensinado e inevitável não ressurgir tantas boas memórias. Me recordei das vezes que assistimos a missa juntas na sala e de quando rezamos o terço escondidas no quarto, porque ninguém podia saber. Isso pode ser estranho para alguns, mas minha família por ser protestante não gostava muito da ideia de eu ir a uma igreja católica, então assim a gente mantinha uma certa tradição pessoal de compartilhar a fé em momentos nossos. E eu gostava, porque sempre achei que havia uma seriedade e uma integridade em tudo que fazíamos e isso se tornou absolutamente especial para mim.


Não tenho muito o que dizer sobre. Pisar na terra que traz a história de uma fé marcada por tantos períodos complexos é emblemático. Sei que muita coisa se trata de política e não acho possível desconsiderar o contexto que fez surgir esse território. Mesmo assim, escolhi olhar pelo viés do amor. Por conhecer e saber das tantas almas honestas que entregam suas almas todos os dias a essa fé e que se movem a buscar o melhor de si a partir desse propósito. Porque se tem uma coisa que a minha avó me ensinou sobre a sua igreja é que se trata de amor e devoção. Um tipo de amor que eu nunca vi em outros lugares. Aquele que tem seus valores e tradições, mas que se sacrifica pelo bem e restauração do próximo. Um amor que acolhe, perdoa e aceita. Talvez nem sempre tenha sido assim. A minha avó não era perfeita, assim como o catolicismo também não é. Mas definitivamente, se tem alguém que me ensinou sobre amor, foram eles. Por isso guardo esse dia de forma tão especial. E trago dele a sensação de ter honrado todo esse propósito e ter deixado um pouquinho do meu amor por ela aos pés daquela cruz.

Retrato de quem escreve

Quem escreve

Jess. 35 anos. Vivo em Curitiba, Brasil. Trabalho com tecnologia, amo escrever sobre coisas de casa e decoração no (aptox.com.br) e no meu tempo livre, gosto de explorar o mundo. Aqui compartilho os lugares que amei e que me inspiram.

Deixe um comentário

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a escrever.